Hoje eu deixei o dia passar. Isso por que geralmente o levo sob rédeas curtas, fazendo tudo o que deve ser feito. Hoje não. Acordei cedo achando que era tarde e por isso dormi mais. Liga o computador, desliga o computador, liga de novo, desliga novamente. Ficar vagando na internet as vezes dá uma sensação de "estou fazendo alguma coisa", quando na realidade não estou fazendo nada, pelo menos de útil. Pelo menos hoje. O sol fervendo lá fora e eu de blusa de frio dentro de casa. Acho mesmo que isso resume a sensação do dia. Nem sabia se estava fazendo frio ou calor. Isso por que costumo não saber o que quero, mas sei exatamente o que eu não quero. E ficar diante de um juiz falando coisas que eu só faço tentar esquecer, isso eu definitivamente não quero. Mas como durante toda minha vida tive que fazer infinitas coisas que não gostaria, essa será só mais uma. E uma daquelas, uma das boas, uma das que não se esquece. Constrangedor. Também não quis enfrentar a máquina de costura. Hoje não. Ficou ali, fechadinha e com a TV em cima. Sem disposição para falar palavrão e desfazer costura errada. Hoje não. De levar patada eu também sei que não gosto e não quero, mas hoje levei. Aliás, sempre levo. Assim, de graça mesmo. Mas retruco que é para não perder o hábito. Já que tenho fama de "que não levo desaforo para casa", deito na cama e não levo mesmo. Pelo menos tento. Arrumar o quarto até que gosto. E até fiz hoje. E foi até direitinho. Varri meu tapete vermelho e tudo mais. Tava precisando. Mas a sensação é de dormência. Estou satisfeita com o resultado geral de algumas coisas. Orgulhosa de mim mesma. As vezes algumas palavras vindas de alguém que valha a pena valem muito. Valem muito mais que dinheiro, aliás. Dinheiro que a propósito não veio de monte, mas também ainda não foi embora de vez. Vem assim aos pouquinhos, como a possibilidade de perdê-lo de uma vez pela decisão de uma pessoinha que não tem nada a ver com a história. Ter que convencer que se está certo e se é honesto não é tarefa das mais fáceis quando do lado de lá tem gente falando mal de você. História pra boi dormir. Nunca vi tanta cara de pau junta. Aliás, já vi, mas não comigo. Mas enfim, não entendeu? Nem sei se era pra entender mesmo não. Assim como essas palavras, o dia passou assim, sem rumo.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário